segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2013 - teste 1,2,3

E estamos nós, velhos quarentões e cinquentões, bebendo forte à beira do rio Piracicaba. O jogo é: "qual música famosa você gostaria de ter composto?"

E não sei porque, de todo meu maravilhoso repertório de lembranças emotivas, quando chegou minha vez surgiu em minha boca "walk of life, Dire Straits".

Todo mundo estranhou, mas todo mundo entendeu. Eu, inclusive.

Oh, yeah, the boy can play.

Assista a "Dire Straits - Walk Of Life (Live In Wembley '85) (with lyrics)" no YouTube

Sem palavras


Quanto lixo.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Medo.


Sou um covarde. Não posso tomar assento neste banquete de consequências.

Pessoas que classificam rápido o certo e o errado me parecem carregar o tempo todo, por uma alça, na mão direita, uma serra elétrica.

No ônibus, na praça, na fila do cinema, no vestiário do clube.

No carro, no banco do passageiro.

_Me dá uma carona?
_Opa! sobe aí! coloca a serra ali no banco de trás.


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Dia dos professores



Que ninguém me escute, mas a impressão que trago dos meus professores é que eles multiplicaram por dois o tempo e o esforço necessário pra aprender a merreca que eu aprendi em uma década e pouco de estudo.

Gente vaidosa, doente mesmo.

Eu é que não botava um filho meu numa escola daquelas. Aliás, não boto nem num mundo desses.


quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Preguiça


Eu sou o ser mais preguiçoso da galáxia. Sério. Só estou esperando protocolarem e enviarem meu certificado da associação intergalática.

E andava meio incomodado com o uso do termo nos debates públicos. "Ai que preguiça", cada vez que alguém se depara com uma idéia (I--I-A: tirem as mãos do meu acento agudo) muito, muito contrária. Como profissional do ramo fiquei algo agastado com a banalização do termo.

Mas enfim, estou dando aulas em um colégio e estava tomando o clássico café na sala dos professores. E um professor mais que ateu, ateísta, quero dizer, ativista do ateísmo, me saiu com esta:

"Uma aluna disse em aula - mas se deus não existe como é que os gatos têm listras tão bonitas? - eu simplesmente não tive paciência de argumentar. Que preguiça desse tipo de abordagem." Nota: a aluna tem menos de quinze anos.

Tive que sair do meu habitual silêncio:

"É por causa de uns profissionais fraquinhos como você que o mundo tá cheio de gente preguiçosa. Você está ensinando essa garotada desde cedo que existem questionamentos inteligentes e questionamentos burros - os que dão preguiça no intelectual de alto gabarito".

Ele me olhou com aquela cara de "vou contar tudo pra diretora". Pensei "Me fodi". Mas já que tinha começado continuei:

"O questionamento da menina é pra começo de conversa suficientemente poético pra merecer a atenção até de um chimpanzé. Mas o que  você não enxerga é que independentemente do conteúdo do questionamento, ele é importante por si só. A gente precisa incentivar a discussão, incentivar a dúvida. Por causa de uns tipinhos que nem você é que os jornais, a TV, os livros e as revistas estão cheias de gente dizendo "aaaaii meo deos, que preguiça dessa gente ignorante, infantil" - porque não vêem importância nos questionamentos em si - só vêem importância nos questionamentos que passam pelo crivo de sua erudição. Tinham que ter aprendido a não ser preguiçosos desde o primário - ou ensino fundamental, como queira."

Meu colega de departamento estava gravando tudo, por isso que estou com o diálogo assim, debaixo dos dedos, palavra por palavra. Ele quer botar no YouTube, mas não vou deixar. Preguiça de ler os comentários depois.


domingo, 19 de agosto de 2012

Um pouco de calma



Nada contra a alegria. Mas precisa de tanto decibéu? Me interessam mais as brincadeiras com as palavras do que as brincadeiras com os alto-falantes.

Decibéu, por exemplo. Erro por erro, melhor no texto do que na orelha.


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Eis que nada mais belo ou mais útil, uma vez mais.


Poeira nos painéis, latas de cerveja vazias, embalagens de pizza. Tempo de fazer uma pequena limpeza na espaçonave.
Tempo de desperdiçar um pouquinho de tempo.